Clara Nunes, nasceu no interior de Minas Gerais no distrito de Cedro hoje a cidade foi emancipada com o nome de Caetanópolis, lá viveu até os 16 anos. Seu pai era conhecido como Mané Serrador, trabalhava na fábrica de tecidos Cedro & Cachoeira partcipava das festas de Folia de Reis. Clara Nunes perde seu pai em 1944 logo depois fica orfã de mãe e acaba sendo criada por sua irmã Dindinha ( Maria Gonçalves) e o seu irmão ( Zé Chilau).
Em 1960, já com o nome de Clara Nunes e ainda como tecelã, ela venceu a etapa mineira do concurso “A Voz de Ouro ABC”, com a música“Serenata do Adeus”, composta por Vinicius de Moraes e gravada anteriormente por Elizeth Cardoso. Na final nacional do concurso realizada em São Paulo, Clara Nunes obteve o terceiro com a canção “Só Adeus” (de Jair Amorim e Evaldo Gouveia).
Naquela época se apresentou na TV no programa da Hebe Camargo em Belo Horizonte. Em 1963, Clara ganhou um programa exclusivo na TV Itacolomi, chamado “Clara Nunes Apresenta” esse programa foi ao ar por um ano e meio. Nesse programa se apresentavam artistas de reconhecimento nacional como por exemplo Altemar Dutra e Ângela Maria.

No ano seguinte, Clara foi contratada por esta gravadora, a primeira e a única em toda a sua vida. Naquele mesmo ano, foi lançado o primeiro LP oficial da cantora, “A Voz Adorável de Clara Nunes”. Por insistência da gravadora para que ela interpretasse músicas românticas, Clara apresentou neste álbum um repertório de boleros e sambas-canções, mas o LP foi um fracasso comercial. Em 1968, Clara Nunes gravou “Você Passa e Eu Acho Graça”, seu segundo disco na carreira e o primeiro onde cantaria sambas. A faixa-título (de Ataulfo Alves e Carlos Imperial) foi seu primeiro grande sucesso radiofônico.
Em 1970, Clara Nunes se apresentou em Luanda, capital angolana, em convite de Ivon Curi. No ano seguinte, a cantora gravou seu quarto LP, no qual interpretou e “É Baiana” (de Fabrício da Silva, Baianinho, Ênio Santos Ribeiro e Miguel Pancrácio), música que obteve considerável sucesso no carnaval de 1971, e “Ilu Ayê”, samba-enredo da Portela (de autoria de Norival Reis e Silvestre Davi da Silva). Na capa do álbum, a cantora mineira fez um permanente nos cabelos pintados de vermelho e passou a partir daí a se vestir com roupas que remetiam às religiões afro-brasileiras.
















